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Entre inseguranças e não desistir de fazer arte

Ser artista independente é, muitas vezes, uma travessia silenciosa entre o amor profundo pela criação e o medo constante de não ser suficiente. E sempre me peguei pensando nisso… Mesmo com anos de estudos, cursos aqui e ali, o medo de reprovação e de me expor era enorme, nunca estava satisfeita com a minha arte ou o meu jeito de expressar, seja em texto ou desenho. Montar meu Instagram de Artes me fez cair num abismo de reflexões e quando me dei conta de tudo, estava sofrendo demais. Demais mesmo.

Sempre quis expressar algo que soava lindo e fofo pra mim, mas travava na comparação com as artes de outros grandes ilustradores e artistas que admiro muito. E observando algum desses artistas, vi que esse processo de “luto” pela nossa própria arte é mais comum do que eu imaginava, mas pouco se fala disso. Pouco se fala dos artistas iniciantes e como é difícil se enturmar nessa panelinha artística. Quando digo “panelinha artística” me refiro a uma experiência ruim que já passei com um artista que eu admirava… acompanhava seus trabalhos, aulas abertas e quando fui conhecer pessoalmente em algum evento, nem sequer olhou na minha cara ou deu atenção, pois estava com outros artistas conversando… e eu lá, comprando seu livrinho feito pelo apoio coletivo que colaborei. Foi nesse momento que percebi o que eu não queria ser.

Fiquei reclusa por muito tempo e isso só colaborou para a minha explosão criativa e para a minha reflexão em relação à minha arte. Durante muito tempo, eu me senti muito inferior a outros artistas. Eu sempre achava que a minha arte era errada, que meus traços eram estranhos ou que meu olhar era limitado demais. Também achava que meu jeito de fazer não era o jeito “certo”. E quando a autossabotagem se instala, tudo parece ecoar esse pensamento: “Pra que continuar?”

É como se a gente entrasse num ciclo de paralisia criativa, tentando se esconder de uma exposição que, na verdade, nunca aconteceu — porque somos nós mesmas que estamos nos julgando mais do que qualquer pessoa lá fora. Então comecei um trabalho interno (bem lento) sobre a questão de autovalorização, autoestima e estudo sobre o que eu queria fazer. Não adianta, você PRECISA estudar um pouco mais, treinar um pouco TODOS os dias e descobrir… enfim… qual é a sua essência, qual é o seu traço, o que te agrada mais e qual vai ser a sua identidade artística. Essas questões foram primordiais para eu me sentir mais segura em relação a esse olhar torto que tinha sobre mim e o que produzia.

E aprendi, também, que cada artista carrega dentro de si uma forma única de ver o mundo e isso não precisa se encaixar nos moldes, nas métricas e, principalmente, nos algoritmos. A arte feita com verdade não é perfeita, ela é sentida, significativa.

Continuar criando, mesmo com medo, é um ato de coragem e escolher não desistir de si é revolucionário. Mostrar a própria arte ao mundo, mesmo insegura, está sendo a minha forma de cura mágica. Sempre falo que a Arte me resgatou da minha mais profunda dor e ela continua me curando de alguma forma, por isso não desisto dela.

Hoje, quando compartilho meu trabalho, ainda sinto aquele friozinho na barriga (não vou negar). Mas também sinto orgulho de continuar — mesmo que devagar, mesmo que com medo — acreditando que minha arte tem algum lugar no mundo.
E se você, artista, sinta o mesmo: saiba que não está só.

Não desista da sua arte!

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